Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridasde acordo com um o último balanço feito pelos bombeiros do sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter que abalou a costa de Taiwan esta quarta-feira.

De acordo com o Corpo Nacional de Bombeiros de Taiwan, todas as mortes ocorreram na região de Hualien, a mais próxima do epicentro do sismo, ao largo do leste da ilha.

Três das vítimas morreram e mais de 40 ficaram feridas enquanto faziam uma caminhada no trilho Taroko Dekaron, no município de Xiulin. Uma outra pessoa morreu após o veículo que conduzia ter sido atingido pela queda de pedras perto de um túnel rodoviário.

A última atualização pelas autoridades locais, citada pelo jornal britânico The Guardian, dava conta de pelo menos 711 feridos e de 77 pessoas ainda presas nos escombros.

O sismo ocorreu pelas 09h00 (01h00 em Lisboa), com o epicentro situado perto de Hualien, a uma profundidade de 15,5 quilómetros, indicou o Centro Sismológico da China.

Foram já retirados todos os alertas de tsunami emitidos em Taiwan, Japão, Filipinas e pelo Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico.

O primeiro abalo foi seguido por uma réplica de magnitude 6,2 na escala de Richter, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Infraestruturas energéticas pouco impactadas e a recuperar

O sismo causou danos materiais consideráveis, especialmente em Hualien, cidade com cerca de 100 mil habitantes, onde pelo menos dois edifícios residenciais desabaram parcialmente, deixando pessoas presas no interior.

As autoridades de Taiwan disseram que 308.242 casas ficaram sem eletricidadeembora o fornecimento já tenha sido restabelecido em cerca de 70% das habitações.

O presidente da autarquia de Taipé, Chiang Wanan, declarou o nível dois do centro de resposta a desastres na capital de Taiwan e pediu aos cidadãos que tenham cuidado e estejam atentos a possíveis novas réplicas.

A Comissão de Segurança Nuclear de Taiwan avançou que as instalações nucleares da ilha não sofreram danos.

O sismo foi “o mais forte em 25 anos” na ilha, disse o diretor do Centro Sismológico de Taiwan, Wu Chien-fu. Em setembro de 1999, um abalo de magnitude 7,6 matou 2.400 pessoas em Taiwan.

No Japão, as autoridades tinham pedido a quase 500 mil pessoas nas ilhas de Okinawa, Miyakojima e Yaeyama, no sul do país, para abandonarem as habitações e procurarem refúgio em locais mais elevados.

O alerta de tsunami levou também à suspensão de todos os voos de e para o aeroporto de Naha, na ilha principal de Okinawa, enquanto os passageiros que se encontravam no aeroporto foram levados para os pisos superiores devido à proximidade da costa.

Taiwan está localizada no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica que se estende do Japão ao Pacífico, através do sul da Ásia.

China oferece apoio a Taiwan, apesar de tensões

Pequim ofereceu hoje assistência a Taiwan depois de um terramoto ter abalado as águas a leste da ilha, deixando pelo menos quatro mortos e 57 feridos.

A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, o Executivo da China, Zhu Fenglian, expressou “profunda preocupação” com o terramoto, ao mesmo tempo que ofereceu condolências e apoio às pessoas afetadas, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

Zhu reiterou o empenho da China na assistência humanitária e a sua disponibilidade para acompanhar de perto a situação, visando “prestar a ajuda necessária”.

Estas expressões de apoio são comuns na sequência de catástrofes naturais, apesar das relações tensas entre os dois lados do Estreito da Formosa.

A líder taiwanesa Tsai Ing-wen ofereceu as suas condolências e assistência a Pequim após o terramoto de 2023 na província chinesa de Gansu, que custou a vida a 151 pessoas.

O antigo líder taiwanês Ma Ying-jeou (2008-2016), que se encontra de visita à China continental, manifestou hoje o seu desejo de que todos os afetados “estejam sãos e salvos”.

Responsável pela maior aproximação entre o continente chinês e Taiwan desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949, o antigo líder do partido Kuomintang (atualmente na oposição) está na República Popular da China na companhia de um grupo de estudantes, com os quais vai percorrer as províncias de Guangdong (sudeste) e Shaanxi (centro) e a capital, Pequim, para participar em atividades culturais, educativas e históricas e encontrar-se com o Presidente chinês, Xi Jinping.

Notícia atualizada às 8h13 com o último balanço das autoridades

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