Um estudo conclui que, em 50 anos, os casos de demência podem duplicar, sobretudo devido ao envelhecimento acentuado da população. A estimativa é que a demência venha a afetar cerca de 450 mil portugueses, naquele que será um dos maiores desafios de saúde pública em todo o mundo.

Com o envelhecimento acelerado da população, o número de pessoas com demência cresce a um ritmo preocupante e poderá afetar 450 mil portugueses em 2080, o dobro comparando com 2020.

A idade é um dos principais fatores de risco, associado a doenças como Alzheimer e demência frontotemporal, mas há aspetos que podemos controlar.

“Cerca de 40% da doença pode ser provocada por esses fatores de risco que temos a possibilidade de evitar, como o sedentarismo, a promoção da atividade física. A diabetes e a hipertensão também são fatores de risco para esta doença”, alerta uma das investigadoras, Natália Duarte.

Num cenário de crescimento intermédio, prevê-se que, daqui a 56 anos, 40% da população em Portugal tenha 65 anos ou mais.

Três em cada quatro pessoas com demência terá mais de 80 anos.

As autoras defendem que é urgente concretizar um plano nacional para estas doenças.

“Estes números fazem-nos prever a necessidade de cuidados, a necessidade e alocação de recursos, a necessidade de uma atuação mais precoce, de prevenção, para que possamos atuar de uma forma mais ativa e minimizar os impactos da doença”, acrescenta outra das investigadoras, Sara Alves.

O estudo do Centro de Investigação, Diagnóstico, Formação e Acompanhamento das Demências também conclui que estas doenças vão continuar a ser mais frequentes na mulher.

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