Cerca de quatro anos depois de termos ido (quase) todos para casa, por conta da veloz propagação global da covid-19 — na altura, bem no início dessa longa história, ainda chamávamos a esse período de reclusão forçada “quarentena”, termo que mais tarde tivemos de substituir por “primeiro confinamento geral”, quando houve um segundo confinamento geral —, ainda podemos falar em “álbuns da pandemia”, isto é, discos que ou reflectem de forma mais ou menos autobiográfica as experiências pandémicas dos seus autores, ou são mais ou menos influenciados por questões decorrentes da crise sanitária, quer ao nível das temáticas levantadas nas composições, quer ao nível de pormenores logísticos.

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