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Crítica Dom | Última temporada consagra série nacional como uma das melhores

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A última temporada de Dom termina a série sem perder o fôlego e entregando cinco episódios eletrizantes para o público.

A série policial do Prime Video, Domestreou em 2021 e, desde então, mostrou ao público e à crítica seu potencial para ser reconhecida como uma das melhores produções brasileiras da atualidade. Com roteiro bem amarrado, ritmo ágil — mas não apressado —, boas cenas de ação e um toque de drama familiar, a obra contou a história de Pedro Dom, o bandido gato, filho de ex-policial que se tornou um dos maiores assaltantes do Rio de Janeiro.



Foto: Prime Vídeo/Canaltech

Na terceira e última temporada, o enredo focou em encerrar a história, mostrando o protagonista tentando largar o mundo do crime ao mesmo tempo em que enfrentava o cerco armado pela polícia e a ira de Colibri (Murilo Sapaio), chefe da Rocinha. Sem o olhar cuidadoso do diretor Breno Silveira, que morreu de infarto em 2022, a trama teve que ser conduzida por Adrian Teijido,  diretor de fotografia que já  fazia parte da equipe de produção e que conseguiu encerrar o trabalho do amigo de forma magistral.




Além de enfrentar Colibri, Dom também tem que enfrentar o chefe da Maré. (Divulgação/Prime Video)

Além de enfrentar Colibri, Dom também tem que enfrentar o chefe da Maré. (Divulgação/Prime Video)

Foto: Canaltech

A última temporada funciona como um labirinto claustrofóbico e convida o público a percorrer os becos de uma das maiores favelas do Brasil enquanto acompanha Dom tentando não ser preso. No jogo de gato e rato com a polícia, a novidade ficou por conta de mostrar a corrupção dos fardados, com policiais não apenas facilitando a vida dos bandidos, como também fazendo acordos com a facção.

Essa mesma corrupção também é mostrada do outro lado da moeda. O governador do Estado se curva às exigências da facção percebendo que não tem mais controle sobre a criminalidade.

Nesta corrida toda contra o tempo, há alguns furos de roteiro que deixam a desejar e transformam Dom em um verdadeiro Homem-Aranha, desses que escala prédios imensos, pula de qualquer altura e cai milhões de vezes, mas não se machuca. Mesmo sendo baseado no livro homônimo escrito por Tony Bellottofica fácil perceber as cenas que foram criadas só para dar mais emoção à história.



A última temporada de Dom não perde fôlego e continua cheio de cenas de ação. (Divulgação/Prime Video)

A última temporada de Dom não perde fôlego e continua cheio de cenas de ação. (Divulgação/Prime Video)

Foto: Canaltech

Um eterno meninão

Voltando para os momentos verossímeis, Pedro Dom sempre é chamado de “moleque”, provando que o machismo impera no morro e no asfalto. Mesmo sendo considerado um dos maiores assaltantes da capital carioca, tendo uma filha pequena para criar, amargando uma passagem pela cadeia, ele é considerado pelo pai, Victor Dantas, e pela polícia como um meninão que não sabe o que faz. Jasmin, sua namorada, que tem idade similar, não foi tratada dessa maneira em nenhum momento da série.

E por falar em família, a presença da mãe de Dom (Laila Garin) se tornou mais escassa com o passar das temporadas. Nesta terceira, ela aparece apenas em uma cena, quando recebe  a notícia da morte do filho. Isso reforça o fato de que a obra foi totalmente pensada para agradar o pai de Dom na vida real. À medida que a mãe e a irmã questionaram a narrativa, seus personagens na trama foram sendo apagados.



Dom é tratado por todos como um eterno meninão. (Divulgação/Prime Video)

Dom é tratado por todos como um eterno meninão. (Divulgação/Prime Video)

Foto: Canaltech

Tiro, porrada e bomba

Uma característica muito notável de Dom é a violência marcada pelas trocas de tiro, socos e granadas. A última parte da série reforça isso com excelentes cenas de perseguição, e prova que é possível usar esses artifícios sem cair na superficialidade. Além disso, todos os efeitos especiais, as tomadas aéreas e as maquiagens dos atores servem para dar mais força à narrativa e torná-la um épico de um herói invertido.

Como o desfecho já era sabido — Pedro Dom morre em uma perseguição policial — a série tinha o desafio de conduzir o público até esse momento, sem deixar a história cair na mesmice. Felizmente, Teijido conseguiu criar cinco episódios eletrizantes que não deixam a audiência nem piscar. Quem reclamou que três temporadas seriam insuficientes para finalizar a história, irá se surpreender com a qualidade de cada capítulo.



Dalton Vigh é um jornalista travado e mal conduzido. (Divulgação/Prime Video)

Dalton Vigh é um jornalista travado e mal conduzido. (Divulgação/Prime Video)

Foto: Canaltech

O ponto negativo é que com a história de Dom avançando cada vez mais, a trama paralela de Victor na década de 1990 fica desinteressante. Apenas o gancho do câncer de pulmão traz força para o personagem, que é interpretado pelo incrível Flávio Tolezani. Aliás ele é um dos grandes destaques da série, já que tem uma atuação impecável, ao contrário de Dalton Vigh que entrega a pior performace de sua carreira. Quem também brilha é Gabriel Leone, o protagonista irreparável.

Assim, com muito mais acertos do que erros e uma trama muito interessante, termina Domum grande acerto nacional do Prime Video que merece ser maratonada o quanto antes.

 

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