Home Entretenimento Marcelo considera audição de António Costa “passo importante"

Marcelo considera audição de António Costa “passo importante"

Marcelo Rebelo de Sousa declarou, nesta sexta-feira, que a audição do ex-primeiro-ministro António Costa no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a propósito da Operação Influencer, é “uma notícia num processo que aguardava este momento há já vários meses”. Também admitiu que processualmente trata-se de “um passo importante”.

Sem querer comentar a tramitação do processo, o Presidente da República repete que considera ser “bom para Portugal e para a Europa que o lugar do presidente do Conselho Europeu, a haver consenso – e parece que há um consenso muito alargado -, pudesse ser ocupado por um português, pela sua experiência europeia”.

Marcelo Rebelo de Sousa diz não poder antecipar comentários sobre a Justiça, preferindo, por isso, analisar o momento em que Costa foi finalmente ouvido: a audição “acontece antes das eleições europeias e antes de o conselho informal (a 17 de julho) olhar para o resultado das eleições europeias” e e fazer uma primeira apreciação preliminar.

O Código do Processo Penal previa, no número 14 do artigo 86.º, que, “se, através dos esclarecimentos públicos prestados nos termos dos números anteriores, for confirmado que a pessoa publicamente posta em causa assume a qualidade de suspeito, tem esta pessoa o direito de ser ouvida no processo, a seu pedido, num prazo razoável, que não deverá ultrapassar os três meses, com salvaguarda dos interesses da investigação”.

Não tendo sido utilizada a totalidade desses três meses, o chefe de Estado resolve apenas concluir: “Quer dizer que quem conduz o processo entendeu que tinha de ser assim, eu não vou comentar isso.” O Presidente da República justificou ainda a cautela das suas declarações, referindo-se a uma circunstância, há cerca de um mês, quando, sem querer comentar diretamente a decisão do Tribunal da Relação sobre a Operação Influencer – que desmontou, quase por completo, os argumentos do Ministério Público no que diz respeito à atuação do ex-primeiro-ministro -, Marcelo disse ser cada vez “mais provável haver um português no Conselho Europeu, no próximo outono, em Bruxelas”. Desta vez, o Presidente cobriu-se de cautela: ”Uma vez fiz uma declaração sobre isso, e imediatamente houve quem caísse sobre mim quando disse que achava que realmente aquela hipótese de que se falava há muito tempo era mais plausível.”

Já questionado sobre as mais recentes sondagens, que dão conta da queda da sua popularidade, para os níveis mais baixos desde que é Presidente da República, Marcelo garante que não vai alterar a sua conduta. Se é mais, se é menos, isso é a força da democracia. Na democracia, há várias sondagens diferentes sobre a mesma matéria.”

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