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Há luz verde para cessar-fogo apoiado pela ONU e um pacote de ajuda a caminho: 251 dias de guerra

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O Hamas diz que aceita a resolução de cessar-fogo em Gaza apoiada pela ONUestando pronto para negociar detalhes. A informação foi revelada, esta terça-feira, por um alto funcionário do Hamas. O secretário de Estado dos Estados Unidos da América descreveu o sinal verde do grupo palestiniano como “um sinal de esperança”.

Esta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução que saúda a proposta de cessar-fogo em Gaza anunciada pelo Presidente norte-americano e insta Israel e Hamas a “implementarem integralmente os seus termos, sem demora e sem condições”.

A resolução, da autoria dos Estados Unidos, recebeu 14 votos a favor e uma abstenção da Rússia. Esta é a primeira resolução do Conselho de Segurança sobre um plano de cessar-fogo que visa pôr fim à guerra de oito meses entre Israel e o Hamas em Gaza. Após a aprovação da resolução, a embaixadora norte-americana junto da ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que “Israel já concordou com este acordo”.

Também o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, “reafirmou o compromisso” com um cessar-fogo na Faixa de Gaza. “Encontrei-me com Netanyahu ontem à noite e ele reafirmou empenhamento na proposta” de acordo de cessar-fogo, disse Blinken, referindo-se ao plano apresentado pelos Estados Unidos nas Nações Unidas.

Contudo, os mediadores do Egipto e do Catar dizem que ainda não há nenhuma resposta formal por parte de nenhum dos lados para concretizar o acordo.

EUA e Reino Unido preparam-se para enviar pacotes de ajuda aos palestinianos

Antony Blinken, anunciou um novo pacote de 404 milhões de dólares (376 milhões de euros) de ajuda aos palestinianos afetados pela guerra em Gaza.

“Hoje, anuncio mais 404 milhões de dólares numa nova ajuda aos palestinianos, que se soma aos mais de 1.800 milhões de dólares (1.678 milhões de euros) em ajuda ao desenvolvimento, económica e humanitária que os Estados Unidos forneceram desde 2021”, declarou Blinken numa conferência internacional de resposta humanitária à Faixa de Gaza – há mais de oito meses palco de guerra -, que está a decorrer na região do mar Morto, no sudoeste da Jordânia, exortando outros países a fazer o mesmo.

“Instamos outros doadores a contribuir para a resposta humanitária em Gaza e na região, a aumentar o apoio às pessoas afetadas pelo conflito e a trabalhar em conjunto para encontrar soluções duradouras para a crise”, disse Blinken no seu discurso.

Já o Reino Unido vai disponibilizar um total de 15 milhões de libras (18,8 milhões de euros) em assistência financeira à Autoridade Palestiniana durante este ano fiscal, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado.

O financiamento será destinado aos serviços básicos e ao pagamento de salários no território palestiniano, com o objetivo de estabelecer uma Autoridade Palestiniana “forte e eficaz”, que conduza a uma “paz duradoura e ao progresso rumo a uma solução de dois Estados”, afirmou o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros dedicado ao Médio Oriente, Tariq Ahmad, no comunicado.

Outras notícias que marcaram o dia:

⇒ O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou à abertura de todas as vias “possíveis” de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, onde “o horror” deve parar imediatamente e os trabalhadores da organização devem ser protegidos. Guterres falou assim na sua intervenção inaugural na Conferência Internacional sobre uma Resposta de Emergência para Gaza, a decorrer na região do mar Morto, no sudoeste da Jordânia, e na qual se procura definir um plano de emergência para a resposta humanitária ao território palestiniano há mais de oito meses sob ataque de Israel.

⇒ O ministro da Justiça da África do Sul, Ronald Lamola, considerou que um cessar-fogo entre israelitas e palestinianos é o “único caminho” para a ajuda humanitária à Faixa de Gaza em conflito há nove meses. Lamola falava à televisão pública sul-africana SABC a partir do reino da Jordânia, onde lidera uma alta delegação governamental de Pretória que participa a partir de hoje numa conferência internacional de emergência sobre ajuda humanitária urgente ao enclave de Gaza.

⇒ Oitenta e um professores e investigadores da Universidade do Minho (UMinho) instaram hoje os responsáveis máximos da academia a assumirem uma posição “pública e inequívoca” contra o “genocídio em curso” de palestinianos na Faixa de Gaza. Em carta dirigida ao reitor e à presidente do Conselho Geral da UMinho, intitulada “Calar é consentir”, os subscritores reclamam ainda a suspensão de toda a cooperação com o Estado de Israel e com todas as empresas e instituições académicas israelitas que, de qualquer forma, contribuam para a ocupação, o terror e a violação grosseira do direito humanitário internacional.

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