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Euro 2024: Inglaterra esperou pelos descontos para voltar à final do Euro | Crónica de jogo

Euro 2024: Inglaterra esperou pelos descontos para voltar à final do Euro | Crónica de jogo

A Inglaterra venceu (1-2) esta quarta-feira, em Dortmund, os Países Baixos e repete a presença na final do Campeonato da Europa, depois de em 2021 ter disputado o jogo do título com a Itália. Watkins, que rendeu Harry Kane, obteve o golo do triunfo já em período de descontos, quando se adivinhava novo prolongamento.

Watkins, que rendeu Harry Kane a 9 minutos dos 90, obteve o golo do triunfo já em período de descontos, quando todos se preparavam para mais um prolongamento… que não chegou. Os Países Baixos até estiveram mais perto do golo na segunda parte, mas não resistiram à pontualidade britânica, ficando mais uma vez apeados, a verem o comboio apitar e o sonho de repetir 1988 esfumar-se.

Gareth Southgate preparou um plano de jogo assente na capacidade de Declan Rice compensar o adiantamento de Trippier num apoio aos centrais e, simultaneamente, no deslocamento de Saka para zonas interiores, deixando Phil Foden mais aberto na ala, com a missão de pressionar a saída de bola por Aké.


Mas os instantes iniciais revelaram uma selecção dos Países Baixos a aceitar essa premissa e a explorar o espaço criado por Trippier, como se viu no primeiro lance de perigo, com Malen a infiltrar-se bem.

E à terceira, numa perda de bola de Rice, Xavi Simons não só desarmou o médio inglês como desferiu um remate indefensável, com Pickford impotente para evitar o golo dos neerlandeses, que pela segunda vez neste Europeu marcavam primeiro do que o adversário.


Um golo madrugador, com sete minutos que indiciavam os problemas do costume do lado britânico. Nada que Kane não pudesse compensar com um par de finalizações que revelaram o lado lunar dos “Três Leões”.

O primeiro disparo, forte, rasteiro e colocado, foi bloqueado pelo mergulho de Verbruggen; o segundo acabou numa consulta ao VAR, onde o árbitro confirmou o toque com a sola da bota de Dumfries no pé de Kane, numa abordagem arriscada que acabou em penálti e no golo da igualdade, da autoria do próprio Kane (18’), que assim igualou Gakpo, Olmo, Musiala e Mikautadze na liderança dos melhores marcadores, com três golos cada.

Subitamente, Inglaterra assumia o controlo da partida, aproveitando a liberdade de Mainoo, Saka e de Foden, que ficou a centímetros do segundo golo, evitado em cima da linha por Dumfries.

Dortmund fechava os céus para garantir melhores condições para mais uma meia-final empolgante. Até porque Dumfries estava decidido a compensar o penálti, falhando por centímetros o segundo golo neerlandês, com um cabeceamento à barra.

Foden reclamava o direito de resposta, levando os ingleses à fronteira do golo que deixaria a selecção de Southgate às portas da segunda final consecutiva em Campeonatos da Europa. Porém, o poste devolveria o remate de Foden.

O diálogo estava animado, mas Ronald Koeman teria de mudar um intérprete especial, tirando o lesionado Depay da equação, o que significava o destacamento de Malen para o coração da área. Experiência interrompida ao intervalo, com a chegada de Weghorst para tentar impor-se na carreira de tiro.

A partir daí, Koeman rectificou os problemas de permeabilidade do meio-campo, causando um novo desafio à progressão dos ingleses, mas não evitou a tentação de cair num jogo de posse demasiado previsível, sem conseguir explorar o filão dos cruzamentos para Weghorst.

A selecção “laranja” conseguia, ainda assim, impor-se, especialmente à custa de livres e cantos, tendo criado o primeiro momento de pânico na área de Pickford, que respondeu à altura com defesa a desvio de Van Dijk.

Criava-se a ilusão de que a Inglaterra não tinha capacidade para livrar-se da camisa de forças que Koeman urdira ao intervalo, até porque Walker ainda teve de apagar um incêndio que Gakpo se preparava para deflagrar, mas uma incursão do veterano lateral encarregar-se-ia de desmentir os rumores, com Saka a colocar a bola nas redes de Verbruggen, em lance invalidado por fora-de-jogo milimétrico.

Não contou o golo de Saka, valeu o de Watkins (90+1′), deixando os neerlandeses fora da final.




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