Táxi-ciclistas especulam preços em Quelimane.

Joana Cuambe


Quelimane (Txopela) — A cidade de Quelimane , apelidada de capital das bicicletas vê aumentar nos últimos dias o numero de táxi-ciclistas oriundos maioritariamente dos distritos circunvizinhos como é o caso de Inhassunge e Nicoadala segundo dados fornecidos pelo Conselho Municipal de Quelimane. Trata-se de cidadãos que encontram neste actividade um meio de subsistência familiar, entretanto nos últimos dias esta criado um clima de tensão entre os táxi-ciclistas e os seus clientes, estes últimos referem estar a ser alvos de burlas desmedidas sob o olhar impávido e sereno das autoridades que deviam regular o exercício desta actividade na cidade, facto é que há uma especulação de preços nas varias rotas inter-bairros chegando uma viagem a custar cerca de 30 meticais, os munícipes querem que as entidades ligadas ao sector taxem o valor de cada distancia por forma a evitar casos de taxistas de má fé que tem burlado cidadãos.

Para apurar os contornos deste problema, a nossa reportagem conversou com António Bernardino, Presidente da Associação dos Taxistas de Motociclos da Zambézia (ATAMOZ) que em primeira locução admitiu ser um fenómeno existente ao nível da autarquia de Quelimane.

A fonte disse tratar-se de taxistas que não estão inscritos na associação, e que os dados que o Jornal Txopela apresenta são novos prometendo avaliar o que se pode fazer com os taxistas que especulam preços mediante um encontro com a área que superintende questões de transporte e fiscalização ao nível do município de Quelimane. António Bernardino referiu que a última subida de preços quando a associação fez saber ao município sobre o que estava a acontecer este nada fez para mudar o fenómeno e culpabiliza a instituição pela anarquia que reina na autarquia no que se refere aos táxi-ciclistas.

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Associação dos Taxistas de Motociclos da Zambézia (ATAMOZ) refere que vindo a efectuar campanhas de sensibilização para a inscrição dos taxistas na Associação mas que até hoje o maior número não está inscrito oque impacta no final dado que não é possível fazer o controlo.

A fonte acrescentou que já tiveram casos de dois taxistas que perderam a vida no exercício das suas actividades e que acabaram sendo deitados na vala comum por não estarem inscritos, pois a inscrição ajuda a identificar onde vivem e quem são os seus familiares. O presidente da ATAMOZ, promete intermediar o caso mas não promete soluções advogando que a ultima decisão sempre caberá ao Conselho Municipal de Quelimane. #

 

 

 

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