Município de Quelimane deve mais de 4 milhões de meticais

municpio-e-outras-quelimane-023-300x200 Município de Quelimane deve mais de 4 milhões de meticaisQuelimane (Txopela) – O Conselho Municipal de Quelimane (CMCQ) é devedor de quatro milhões e quatrocentos e sessenta e um mil meticais ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), dinheiro que deveria ser depositado nas contas do INSS referentes aos descontos efectuados nos salários dos trabalhadores abrangidos pela segurança social obrigatória.

A referida divida segundo fontes do Semanário Txopela vem desde o ano de 2013 e como forma de recuperar o dinheiro aquela instituição (INSS) estabeleceu um acordo recentemente rubricado entre as partes visando a amortização paulatina num período não superior a doze meses.

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Manuel de Araujo Presidente do Conselho Municipal de Quelimane desde 2011

Sobre o assunto o Semanário Txopela procurou ouvir, Manuel de Araújo, Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, que defende que desde que “assumimos a liderança do Conselho Municipal de Quelimane encontramos dividas com o INSS e vínhamos pagando paulatinamente, o que nos fizemos a duas semanas atrás é termos fechado um acordo para o escalonamento dessa divida, nesse acordo, nos dizemos que de tanto em tanto período pagaremos tanto, que é para liquidarmos e fechar no computo geral a divida ”.— Informou o autarca.

Araújo refuta a tese de que a divida é 2013, anunciando de que desde 2011 já existia a divida em referência e que ao longo destes anos o seu governo tem vindo a fazer esforços com vista a amortização “não é assunto de hoje e ninguém descobriu a pólvora como alguns querem fazer crer, portanto é um assunto que temos vindo a gerir desde 2012 ate ao presente momento”— esclareceu Manuel de Araújo

Entretanto um funcionário daquela instituição (CMCQ), afecto ao sector de Administração e Finanças ouvido esta quinta-feira pelo Jornal TXOPELA, asseverou que de facto existe a divida e o que motivou a liderança a não pagar “provavelmente esta a questão de existirem muitos funcionários e que se por exemplo o presidente decidisse efectivamente pagar a divida, alguns funcionários poderiam ficar sem salários. Município esta sobrecarregado, são mais despesas que receitas ou seja estamos a gastar mais do que produzimos ” — informou a fonte que pediu falar na condição de anonimato. (Redacção)

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