Desastres naturais preocupam municípios costeiros

Quelimane-Cidade-300x200 Desastres naturais preocupam municípios costeirosQuelimane (Txopela) – Os municípios das zonas costeiras de Quelimane, Nacala e Pemba reuniram-se esta quinta feira (1 de Dezembro) em Quelimane, a fim de analisar ao fundo os problemas que fustigam os tais municípios do ponto de fenómenos ligados às mudanças climáticas. O evento teve como palco a sala de reuniões do Hotel Milenium em Quelimane.

Os municípios que se localizam na zona costeira têm sofrido nos últimos anos com fenómenos como erosão, cheias e outras calamidades naturais que acabam influenciando de forma negativa o progresso destas circunscriçoes geograficas.

Na ocasião o edil de Quelimane Manuel de Araújo, caracterizou o encontro como sendo de capital importância tendo em conta que seria feito o balanço das actividades do projecto ICLEI que financia as actividades quer de mitigação quer de adaptação, nos três municípios em referência

O edil disse haver um projecto de salubridade e replantação de mangais e enquanto fazem a plantação dos mangais sensibilizam os munícipes a deixar a prática do fecalismo a céu aberto, uma prática contraproducente que tem estado na origem de várias doenças principalmente as diarreicas e cólera nas autarquias.

Para Manuel de Araújo é importante a replantação de mangais porque é lá onde ocorre a purificação das águas dos rios e igualmente onde os peixes e outras espécies põem ovos e que sem mangais corre-se o risco de não termos peixes e nem outra espécie aquática nos próximos tempos, advertiu

Araújo assegurou haver sistemas de aviso prévio no município de Quelimane e que vários grupos foram formados e treinados de modo que no caso de um acidente ou desastre natural estes sejam capazes de reduzir o seu impacto através de comunicação com a comunidade e este grupo está munido de telemóveis e usam o sistema de SMS.

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Há inclusive o projecto de casas resilientes em coordenação com a USAID e a Unhabitat, doze casas resistentes deverão ser construídas usando formas inovadoras, no sentido de que as casas que forem construídas sejam resistentes as chuvas e as calamidades naturais no Município de Quelimane.

Na ocasião, a fonte apelou para que os munícipes não construam casas em zonas propensas às calamidades. “Hoje aquelas zonas (próximas dos mangais) estão secas mas amanhã, as mesmas vão estar inundadas e as casas de baixo de águas”, – disse.

Por seu turno o presidente do município de Nacala, Rui Chong shaw, referiu que devido às mudanças climáticas o município que dirige tem sofrido com crateras acima de 5 metros de largura e quase 15 metros de profundidades e que este facto está fora do seu controlo e em parceria com USAID e a CCAP o seu município está a adquirir conhecimentos para mitigar esses problemas.

Rui Chong Shaw afirmou que o problema de erosão está fora do seu controlo, e que valores monetários para mitigar são bastante altos e que até o ano 2014 estavam estimados 1 milhão e oitenta e seis mil meticais.

Questionado sobre as diversas infra-estruturas sociais que estão ameaçadas pela erosão em Nacala e se este facto constituía uma preocupação, Rui Shaw afirmou ser realmente uma preocupação por isso a importância da reunião a fim de adquirir mais experiência e algumas parcerias.

Por sua vez o edil de Pemba Tagir Carimo afirmou que dirigi uma das cidades bastante vulneráveis no que se refere às mudanças climáticas e que uma das formas para mitigar esses problemas é o conhecimento de ferramentas de formação e com chamado Mapa da Vulnerabilidade, os técnicos do Município de Pemba estão preparados para conduzir os munícipes instruindo-os sobre que tipos de infra-estruturas podem erguer em cada tipo de terreno.

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A fonte afirmou ainda que o Município sob sua direcção está a trabalhar no melhoramento da salubridade, e para materialização, estão sendo aplicados cerca de cinco milhões de meticais, dinheiro este que o município empenha na formação para melhor resolver o problema de erosão. (Joana Cuambe)

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