Festival de Zalala: Menor foi violada sexualmente

Festival-de-Zalala-169x300 Festival de Zalala: Menor foi violada sexualmenteQuelimane (Txopela) – Uma menor de seus 11 anos de idade foi sexualmente violada a quando do decurso da IX edição do Festival de Zalala, nos dias 4 e 5 do corrente mês, ao ponto de parar na unidade sanitária para cuidados médicos.

Trata-se de Laidina Latifo, residente no bairro Samugue em Quelimane, que na companhia dos pais fez-se à Praia de Zalala na sexta-feira (5) para um momento de lazer.

Na sequência, os pais estavam empenhados na comercialização de seus produtos quando a menor fez-se para alguns 4 metros distante do local, onde o agressor, cuja identidade não apuramos mas que possui 18 anos de idade, a agrediu sexualmente.

Fontes policiais no local, avançaram ao Jornal Txopela que na altura em que a polícia interpelou o facto, a menor tinha a calcinha nas mãos já rasgada o que não deixou margem de dúvidas de que tinha sido realmente uma agressão, tendo em conta a idade do homem e da menina.

As mesmas fontes, avançaram que de seguida, o agente que interpelou tratou de localizar os pais que não estavam muito distantes e juntos foram conduzidos ao Posto Policial de Zalala para procedimentos legais.

Segundo apuramos do porta-voz da PRM na Zambézia, neste momento o agressor encontra-se detido e simultaneamente já foi lavrado um processo que poder culminar com a sua responsabilização e a menor esta a receber cuidados médicos no Hospital Central de Quelimane.

Qual é o estado clínico da menor?

Ao que apuramos junto da polícia não era suficiente para poder responder esta questão, alias sabe-se que realmente foi uma agressão sexual, mas não se sabe se efectivamente ocorreu a penetração vaginal e se for o caso, quais as implicações que isso poderá trazer para a menor tendo em contas as doenças sexualmente transmissíveis e ou fistulas obstétricas as quais as autoridades sanitárias e não só estão empenhadas em combater.

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Ora, nesta vertente, a Reportagem do Jornal Txopela fez-se ao Hospital Central de Quelimane para compreender como esta a menina mas as portas foram fechadas.

A nossa Reportagem circulou cerca de uma hora e meia para aceder a quem realmente devia dar alguma informação clínica da menor.

Entramos pela Urgência de ginecologia, onde, nos foi confirmado que a menor terá dado entrada naquela unidade sanitárias e aliás, foi onde ficamos a saber que se chamava Laidina Latifo, pois a polícia não teria avançado a identidade da mesma.

 Da recepção da Urgência de Ginecologia, fomos dirigidos à medicina legal, onde nos foi dito que para ter a informação que necessitávamos devíamos ter uma credencial,  tínhamos ainda de ter um aval do director clínico ou director geral ou mesmo de enfermagem, mas onde estão eles? Ausentes.

Foi um exercício aturado e cansativo. Aliás, em conversa com alguns profissionais nos disseram que esta informação era sigilosa. Como sigilosa se até os órgãos de comunicação sedeados em Quelimane já avançaram e o que estamos a fazer é a penas um aprofundamento da matéria? A isso ninguém respondeu. Percorremos cerca de 15 km, subindo e descendo numa unidade sanitária tão grande como Hospital Central de Quelimane até que fomos obrigados a abandonar o recinto do hospital. (Redacção)

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