EDITORIAL: 2013+4?

Somam-se mais quatro anos no capitulo de um livro carregado de tristeza para um pais jovem e que se quer democrático. Moçambique atingiu o fundo do poço e a perene humilhação do povo vislumbra não ter trégua possível.

O pais não constitui exemplo em nenhum domínio sério, os rankings de liberdade de expressão e imprensa são assustadores, de forma honesta constitui um dos piores países ao nível da África para investir , liberdades individuais e coletivas são mutiladas com efervescência porque quem em primeiro plano tem a tarefa inicial de garanti-las. Banhado pela corrupção, o nepotismo e compadrio, o pais vai caminhado para um estagio de ingovernabilidade.

Filipe Nyusi que prometeu mundos e fundos aos cerca de 23 milhões de pessoas depara-se numa situação em que nem ele próprio consegue garantir o seu emprego, a sua reeleição dentro de dois anos dependerá também do cumprimento das suas promessas e essencialmente da capacidade de ultrapassar os dossiers de paz e economia.

Com uma divida ilegal e situação económica sem precedentes na história a agravar-se cada vez mais é urgente tomadas de posições serias.

Moçambique vive mais um período de instabilidade com confrontos entre as forças de segurança e a Renamo. De trégua-à-trégua vai-se atrasando o desenvolvimento de uma nação e hipotecando o futuro de uma geração. Haja consciência e seriedade da parte dos beligerantes e os moçambicanos que se unam para por fim a este abuso de poder e exibição de musculatura bélica entre forças de defesa e segurança (FRELIMO) e RENAMO que vem tirando vida a milhares de cidadãos ao longo dos anos.

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