“O que Li”- Alguns quelimanenses sem noção ou negligentes

Jacinto Castiano


Nas minhas “andanças” quotidianas pelas ruas e avenidas da cidade de Quelimane tenho me deparado com muitas situações arrepiantes, nomeadamente acidentes de viação, pessoas com epilepsia desanimadas nas ruas.

Não são só estas situações que me causam arrepio, causa-me muito mais arrepio situações em que me deparo com homens com todas características físicas e fisiológicas de um homem normal todavia na prática não o são, isto é, são homens que têm olhos mas não vêm, tem ouvido não ouvem, tem mãos mas não palpam e ainda têm tacto mas não sentem, ou seja, não tê sensibilidade humana, como se os corações fossem de animais mais ferozes do planeta.

Ora, sobre os casos de acidente e pessoas inanimadas com que me tenho deparado, as vistas não ficam só, estão pessoas e muitas pessoas em seu redor. O mais incrível, diga-se, é que esta gente não se difere com o “bom samaritano” a medida em que aproximam as pessoas padecentes mas ao mesmo tempo diferem-se do “bom samaritano” a medida em que não ajudam, pois o “bom samaritano” parou e ajudou.

Gente fica em redor da pessoa padecente acelerando inclusive as possibilidades da morte da vítima, pois a cercam ao ponto de não apanhar ar puro.

É incrível como quelimanences sabem perder tempo assistindo. São capazes de perder mais de 2h no mesmo local, e, sem nada fazer, saciando a fome dos seus olhos, deixando o tempo passar para a posterior reclamar complexidade da vida quando perdeu mais de 2h assistindo um acidentado. Quelimanenses têm “dom” de assistir confusões, estes podem perder muito tempo olhando pessoas discutir, quanto a mim, parece que os quelimanences não têm a noção de que time is money e se têm perderam e ou não colocam em prática.

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Nas ruas de Quelimane, parece normal encontrar pessoas adultas proferindo palavras insultuosas, como se tivessem perdido a cabeça, não obstante a isso, são estas mesmas pessoas que acusam as crianças actuais de falta de respeito e moral. O incrível para mim, é que as mesmas palavras que saem da boca dos adultos se estivessem saindo da de uma criança considera-se falta de respeito, não quero com isso fazer uma apologia às crianças mal comportadas mas quero sim chamar atenção aos adultos de comportamento desviados que contagiam as crianças pelas ruas.

Nas teorias de aprendizagem a imitação afigura-se como sendo uma das mais relevantes, daí que independentemente do lugar e circunstâncias, as crianças aprendem.

Senhores, há pais que se transformaram em autênticos marginais, caçadores de bons comportamentos. Irrita a maneira como se comportam, talvez seja por desespero. Alguns fazem-se de loucos, outros de palhaços e ainda outros o fazem por prazer pois olhas para suas caras de loucura não vês nada. #

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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